Pandemia dificulta a aposentadoria por idade mínima no INSS

Trabalhadores que ainda não alcançaram idade devem buscar recuperar contribuições

Afetada pela pandemia, a expectativa de aposentadoria sofreu gravemente com as combinações financeiras e de saúde: além de dificultar acessos a benefícios graças às interrupções de contribuição por perdas de emprego e renda, a doença ainda prejudicou a meta de sobrevida de idosos.

Somente no mês seguinte à constatação de transmissão comunitária do vírus, em abril de 2020, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou queda de 32% nas arrecadações, passando do valor de R$ 36,3 bilhões para R$ 24,7 bilhões no caixa, comparado ao mesmo mês em 2019.

Apesar da recuperação que começou a surgir em agosto, há registro de recuo de 3% no volume total arrecadado no ano passado: foram R$ 426,9 bilhões de arrecadação bruta, R$ 13,3 bilhões a menos do que os R$ 440,3 bilhões do ano anterior, conforme estipulam boletins do órgão.

Para o trabalhador que perdeu sua renda, há possibilidade de realizar pagamentos retroativos para recuperar o tempo. Entretanto, para o contribuinte que já tem idade mínimo para solicitar o benefício, 61 anos para mulheres e 65 anos para homens, que ainda não completaram a carência de 15 anos, o atraso é inevitável: precisarão continuar com o recolhimento até que atinjam o período obrigatório de contribuição.

Sobre a expectativa de vida, a sobrevida da população com 65 anos ou mais recuou 1,6%, segundo estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. Comparado a um cenário anterior à covid-19, a expectativa de vida após os 65anos cai de 19 anos para 17, um declínio médio de 8%.

A reunião das alterações da reforma previdenciária com o avanço da pandemia, criaram um cenário desfavorável para aposentadorias pelo INSS.

 

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