Quer pagar as suas dívidas agora?

Um novo financiamento pode ser a solução que você precisa

Se há tempos você está endividado e tenta quitar seus débitos, mas já não consegue ajustar o orçamento ao tamanho do “rombo”, este pode ser o momento de pensar em refinanciar tudo o que está devendo. O conselho é do advogado Ronaldo Gotlib, autor do livro “Dívidas? Tô Fora – Um Guia para Sair do Sufoco” (Editora Gotlib), que alerta: se você não tomar nenhuma providência, a situação pode sair do controle.

Estamos falando de um novo financiamento, que deve ser feito quando o devedor não consegue suportar as condições que assumiu na compra de um bem ou serviço. Nesse caso, serão estabelecidas novas cláusulas e condições com o credor, de modo que se consiga voltar a pagar as parcelas integralmente, sem acumular juros sobre juros.

Acompanhe as principais situações de endividamento e descubra o que se deve fazer em cada caso:

Estou passando por problemas familiares
Quando o orçamento familiar diminui de repente ou quando um imprevisto obriga a família a ter um gasto extra, grande a ponto de desequilibrar totalmente as contas é hora de procurar ajuda. Nesses casos, a pior alternativa é simplesmente deixar de pagar a dívida, porque isso só vai elevar o valor dela. “O refinanciamento deve ser entendido como uma estratégia para ajudar a reorganizar a vida financeira. Na ocasião, é possível rever as prestações que ainda se tem pela frente, assumindo novas condições para pagá-las, que efetivamente possam ser honradas”, ensina Gotlib.

Mas o que eu devo fazer?

Primeira coisa é fazer um refinanciamento com o credor. Você deve procurar a instituição financeira, explicar a situação e se informar sobre novas opções de prazos e taxas. Se as novas condições impostas pelo credor para a renegociação da dívida não forem favoráveis, procure outro banco ou outra financeira que ofereça melhores prazos e juros e pegue um empréstimo para quitar a dívida original (procure saber, no seu banco, quanto você deve à instituição).

O credor não está facilitando...

Caso o seu credor original se recuse a informar o valor para a quitação da dívida, você pode recorrer à ouvidoria da instituição financeira, que deve lhe oferecer resposta em até 15 dias, segundo determinação do Banco Central. “Como esse processo é algo relativamente novo, os consumidores estão enfrentando alguns entraves administrativos. Mas acredita-se que, com o tempo, todo esse procedimento seja facilitado”, finaliza Gotlib.

Qual é a vantagem dessa substituição?

Para saber se é vantajoso trocar as dívidas, compare os valores dos encargos e despesas cobrados pelo Custo Efetivo Total (CET) do financiamento. “Sendo mais vantajoso, sempre será válido mudar, ainda que a pessoa não esteja endividada. Porque ela vai assumir um débito menor”, explica o advogado Weberth Costa, da Proteste Associação de Consumidores.

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