Quer comprar seu primeiro imóvel? Veja cinco dicas para economizar

Existem maneiras de pagar o imóvel em parcelas que cabem no seu orçamento

Imagem: Creative Commons

Não é porque você não tem o dinheiro para comprar uma casa ou apartamento à vista que precisa se endividar. Existem maneiras de pagar o imóvel em parcelas que cabem no seu orçamento. Confira algumas dicas de educadores financeiros para fechar um bom negócio.

Junte dinheiro para dar uma boa entrada - Se você quer comprar um imóvel, não precisa ter o dinheiro todo em mãos - e é muito difícil que alguém consiga fazer essa compra à vista. Mas é bom economizar o máximo que puder para dar uma entrada. Os especialistas avisam que quanto maior for o valor, menor será o montante de dinheiro emprestado pelo banco ou financeira. Logo, os juros também serão mais baixos. “Quanto maior o valor da entrada, melhor. Isso porque os juros do financiamento imobiliário ainda são relativamente altos”, diz a educadora financeira Gisele Kobayashi, da CK Treinamentos. O ideal é financiar o menor valor possível e em menor tempo.

Pesquise bastante antes de comprar e de escolher o financiamento - “Nunca mostre ao vendedor que está decidido a comprar num primeiro contato. É preciso ter várias conversas antes de fechar o negócio, se a ideia é garantir boas condições”, ensina o educador financeiro Pedro Braggio. Caso pretenda comprar um imóvel na planta, fuja dos lançamentos. “Conheça o empreendimento e volte depois de duas semanas para uma nova conversa com o vendedor. Ele provavelmente vai mudar as condições de pagamento e pode até passar um novo valor”, diz Braggio. A mesma pesquisa vale para o financiamento. Antes de fechar com o seu próprio banco, pesquise e compare as taxas de juros de várias instituições financeiras e só feche com quem lhe oferecer o melhor negócio.

Conheça o financiamento pelo SAC (Sistema de Amortização Constante) - “Nesse tipo de financiamento, as parcelas são decrescentes e, dependendo do valor, podem baixar entre R$ 12 e R$ 15 por mês”, avisa Braggio. O sistema faz com que os juros caiam a cada prestação paga e, assim, o saldo devedor também diminui mais rápido. Só é preciso avaliar com cautela as condições, já que no SAC, num primeiro momento, as parcelas são mais altas.

Planeje-se para usar o FGTS - O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço pode ser empregado para abater o saldo devedor do financiamento, após o início do pagamento das prestações. “Ao pagar as parcelas que faltam com esse dinheiro, a pessoa consegue um grande desconto no valor total”, explica Braggio. O mesmo pode ser feito com uma poupança feita para essa finalidade.

Se não estiver com pressa, considere fazer um consórcio - “Os juros do financiamento são altos, 1,5% ao mês. Em contrapartida, a taxa de administração do consórcio é mais baixa, em torno de 0,22% ao mês”, diz Gisele Kobayashi.  A desvantagem é que, no consórcio, o crédito para compra do imóvel só é liberado se o participante for sorteado ou der o lance mais alto, o que implica em ter um dinheiro guardado só para isso. Caso contrário, ele precisará esperar até o fim do período do investimento para obter a quantia contratada.

Tags: economia FGTS financiamento imóvel

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