Planejamento é essencial para aposentadoria tranquila

Os custos na velhice podem ser mais elevados, não conte com a sorte

Para muitos, aposentar é sinônimo de desfrutar de uma das melhores fases da vida, já que, com a saída do mercado de trabalho, terão a oportunidade de relaxar e se dedicar aos seus hobbies. No entanto, para desacelerar e continuar desfrutando do mesmo padrão de vida do período laboral, é preciso começar a se preparar o quanto antes.

“Na verdade, a aposentadoria tranquila é a mera consequência de uma vida financeira bem organizada. Mas poucas pessoas param para pensar sobre isso”, afirma Fábio Portela, autor do blog “O Pequeno Investidor”.

Ele garante que, no momento de se planejar a aposentadoria, a maioria das pessoas comete dois erros comuns: o primeiro é imaginar que, na velhice, os custos de vida serão menores, o que não condiz com a realidade; pesquisas mostram que, ao contrário, eles podem até crescer, principalmente por conta dos gastos com a saúde.

“O segundo erro é confiar na estabilidade do Sistema Previdenciário Público. A qualquer momento as regras do jogo podem mudar e quem depende exclusivamente da Previdência Social poderá vir a ter problemas. É bastante provável que, no futuro, a idade mínima de aposentadoria seja elevada e também é possível que o valor dos benefícios diminua”, diz Portela. Para evitar que essas mudanças tenham impacto na qualidade de vida, no futuro, é preciso ter outras fontes de renda.

Faça o dinheiro trabalhar a seu favor
Nesse sentido, a orientação mais importante é economizar, com disciplina, para formar boas reservas. “Muita gente ganha bem, mas também gasta bem. Para sair desse ciclo, é importante criar metas de investimentos mensais, que devem variar entre 10% e 15% do salário, pelo menos”, sugere o analista de investimentos André Moraes. Segundo o especialista, para a estratégia funcionar, é essencial que as reservas sejam revertidas para a aplicação escolhida tão logo o pagamento caia na conta.

Outra medida interessante é acompanhar o saldo bancário e os gastos continuamente, para não ter que recorrer ao limite do cheque especial ou ao cartão de crédito, recursos que, se não forem manejados corretamente, poderão acarretar sérios prejuízos financeiros.

“Sempre indico que as pessoas anotem as suas despesas diárias em um caderninho ou no smartphone. Quando você anota e calcula o quanto gasta a cada dia, a cada semana e a cada mês, sua mente se acostuma e estabelece um padrão para as despesas. Com esse controle, também é possível perceber, antes, quando é necessário apertar o cinto e cortar custos”, diz Fábio. “Eu costumo dizer que R$ 100 economizados fazem uma grande diferença no longo prazo. Se você investir esse valor mensalmente, em uma aplicação que renda 1% ao mês, terá um patrimônio investido de R$ 630 mil ao final de 35 anos”, completa o investidor.

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