Já ouviu falar de empréstimo coletivo?

Quanto mais arriscado o negócio, maior é o retorno oferecido

Cresce no Brasil uma nova modalidade de investimento de renda fixa que pode pagar retornos de até 50% ao ano, é a chamada Peer to Peer lending – empréstimo coletivo. Trata-se de uma forma que possibilita que qualquer investidor enfrente riscos, por meio de uma fintech intermediária, diretamente por uma empresa. A partir de mil reais é possível fazer um investimento, uma vez que a taxa Selic gira em torno de 6,50% ao ano (mínima histórica), e o investidor consegue prever a forma de remuneração da sua aplicação.

No Brasil, esse tipo de investimento foi disponibilizado, inicialmente, pela fintech Biva, e hoje já existem outras empresas que o oferecem, como a Nexoos, a Kavod Lending e a TuTu Digital. Vale lembrar que o Banco Central regulamentou as fintechs e normatizou seus funcionamentos. Entre as regras impostas, está o limite de 15 mil reais de empréstimo para cada empresa devedora.

Juros mais baixos

Agora, micro, pequenas e médias empresas pegam empréstimos de pessoas físicas com juros menores, mais baixos do que em bancos. E é essa a vantagem sobre aqueles investidores pessoas físicas que emprestam dinheiro a juros mais altos.

Explicando melhor – Quando se investe nos títulos públicos ou na poupança, o investidor financia as suas expansões emprestando dinheiro para as empresas, em vez de emprestar dinheiro ao governo ou ao banco. Todo esse processo de campanha coletiva online se dá por meio das intermediadoras, sendo as funções muito semelhantes às corretoras.

É muito simples: primeiro, o investidor acessa o site e preenche um cadastro. Depois, se for aprovado, ele irá visualizar os investimentos disponíveis para o seu perfil. Após isso, as plataformas mostrarão todas as empresas participantes, mas antes informará o motivo do empréstimo, a situação financeira e nota de crédito – isso ajudará a escolher melhor onde investir. Saiba que quanto mais dados, melhor será para o investidor.

Rentabilidade

O valor mínimo para investimento inicial varia entre mil e seis mil reais, dependendo da plataforma, e a rentabilidade fixada vai de 14% a 50% ao ano.

Quando o investidor escolhe uma empresa, ele faz uma reserva do investimento e aguarda até atingir o valor do empréstimo que o empresário pediu. Depois, o investidor paga o total a ser emprestado e recebe seu dinheiro com juros por mês, até o final o empréstimo só (prazos para recebimento variam entre 3 e 24 meses). Dessa forma, o investidor pode reinvestir o retorno em outras aplicações, mas não pode resgatar o total investido de uma vez.

Riscos

É preciso entender que a escolha deve se encaixar ao perfil de investimento e lembrar que os riscos existem.  Importante dizer também que as fintechs são apenas intermediárias do empréstimo, não assumindo os riscos preexistentes. A chance de ter prejuízo existe, porque se houver atrasos, o investidor pode não receber seu dinheiro, ou perder parte do que investiu. “Os bancos assumem todo o risco e têm mais condições de fazer análise de crédito das empresas do que as fintechs. Por isso, oferecem taxas menores aos investidores”, afirma o professor Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper.

Outro ponto relevante é que os empréstimos Peer to peer lending não são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito, como os de renda fixa CDBs, LCAs e LCIs.

Portanto, ao decidir aplicar nessa modalidade, é essencial escolher mais de uma empresa em cada plataforma. Outra medida é verificar todas as possibilidades, lendo os relatórios sobre as empresas.

Na hora de investir, informação é sempre a melhor forma de começar.

 

Tags: dinheiro empréstimo fintechs investidor renda fixa

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