Inflação? Veja cinco dicas para proteger seu dinheiro deste vilão

Com a inflação, todo cuidado é pouco


Na economia brasileira, sempre existe um fantasma à espreita: a inflação. E ainda que os índices atuais, que beiram os 4,5% ao ano, sequer se comparem aos 82% que o Brasil já registrou em março de 1990, os especialistas alertam: com a inflação, todo cuidado é pouco.

“A alta dos preços de produtos e serviços atinge a todos, mas ela é especialmente danosa para os trabalhadores que têm faixas menores de ganho, pois boa parte da renda dessas pessoas vai para a compra de alimentos”, diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC). Veja as sugestões do especialista para driblar a inflação:

Pesquise sempre os preços

Nem todos os itens de consumo sobem na mesma proporção. Os preços são afetados por fatores sazonais, como safra, estações do ano e aquecimento da economia. Um casaco fica mais caro no inverno do que no verão, por exemplo. Chuvas excessivas ou a falta delas pode comprometer as plantações, e aumentar ou diminuir os custos de produção de alimentos. “O consumidor precisa pesquisar o preço de tudo, de alimentos a serviços”, sugere Oliveira.

Escolha produtos e serviços mais baratos

A alimentação é muito dependente das intempéries do clima e, por isso, pode sofrer grandes variações de preço, em geral. Existem duas maneiras de lidar com a situação. A primeira é substituir um alimento por outro de igual valor nutritivo. A alcatra está cara demais? Compre acém, uma carne de segunda, mas de valor nutritivo igual. Outra opção é investir em alimentos da safra, mais saudáveis e baratos: “Quando a demanda de um produto é maior do que a oferta, o preço sobe. Se você quer comer morango fora da estação da fruta, vai ter de pagar mais caro”, explica Oliveira.

Mude seus hábitos de consumo

Quando o consumidor se conscientizar de que seu poder de escolha é uma arma eficaz contra a inflação, fabricantes, lojistas e prestadores de serviço terão que abrir mão dos aumentos abusivos, se quiserem sobreviver. Faça a troca sem remorsos. O cabeleireiro que o atende há anos está cobrando mais caro? Experimente trocar pelo profissional novo no seu bairro que cobra mais barato.

Não faça dívidas

A não ser que seja caso de vida ou morte. Um dos mecanismos para combater a inflação é subir a taxa de juros. Com isso, o “preço” do dinheiro fica mais alto. Ou seja, se você fizer um crediário, financiamento ou empréstimo pessoal vai pagar mais juros do que nos períodos de inflação baixa e estável.

Evite fazer refeições fora de casa

Um levantamento feito pela Universidade de Sorocaba (Uniso) comparou o preço médio cobrado no restaurante por um prato executivo (média de R$ 12,50) com a mesma refeição preparada em casa com os mesmos ingredientes e receita (R$ 5,40). A diferença entre comida por quilo em um restaurante de rua (R$ 26,90) e do shopping (R$ 40,90) também pesa no bolso do trabalhador brasileiro que costuma fazer as refeições fora de casa.

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