Guia básico da Previdência Complementar

Tudo que você precisa saber sobre previdência privada

Todo mundo sonha com a aposentadoria — e com a reforma da previdência deixando esse futuro incerto, cada vez mais brasileiros estão buscando outra alternativa: a previdência privada.

Somente em 2017, o setor arrecadou R$ 118 bilhões. O crescimento foi de 45% em relação a 2014, e a expectativa é que esse número seja ainda maior em 2018.

Não há dúvidas, portanto, que a previdência privada é a melhor saída para uma aposentadoria tranquila. Mas o que você precisa saber a respeito do seu plano?

É exatamente sobre isso que falaremos hoje! Continue lendo e saiba tudo que você precisa saber sobre a previdência privada!

O que é a previdência privada?

Todo brasileiro contribuinte tem direito à aposentadoria. Esse direito é garantido pela Previdência Social, administrada pelo Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS.

Para ter direito, o cidadão deve cumprir algumas regras, como tempo mínimo de contribuição ou idade. São essas regras que estão sendo discutidas pela reforma da previdência.

A previdência privada é uma alternativa à Previdência Social. O tanto que receberá dependerá totalmente das suas escolhas, o que permite planejar melhor o seu descanso.

Quais as opções de previdência privada?

Existem dois tipos de planos de previdência privada: o PGBL e o VGBL. Veja abaixo como cada um funciona:

1. Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL)

Essa é a opção para quem quer contribuir com valores altos. Isso porque o PGBL permite deduzir até 12% do valor contribuído no seu Imposto de Renda. Ou seja, se sua renda foi de R$ 10.000 no ano, e você contribuiu com R$ 1.000 no seu plano de previdência, poderá declarar no IR o valor de R$ 9.000.

O pagamento do imposto vem somente quando você sacar o dinheiro. Nesse caso, você será tributado sobre a soma total da contribuição e rendimento.

Ou seja, se você contribuiu com R$ 10.000 ao longo dos anos e esse dinheiro rendeu mais R$ 700, seu imposto de renda será cobrado sobre R$ 10.700.

2. Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL)

Já o VGBL é indicado para quem é isento de Imposto de Renda ou faz a declaração pelo modelo simplificado. Nesse caso, você não pode deduzir os 12% no seu IR, mas, na hora do saque, o IR só será cobrado em cima dos rendimentos, e não do valor total.

Ou seja, considerando o mesmo exemplo acima, de contribuição de R$ 10.000 mais R$ 700 de rendimento, você só pagaria imposto em cima dos R$ 700.

O que mais preciso saber para escolher?

Além do plano, você precisará pensar em como quer que seja feita a cobrança dos impostos devidos.  Em outras palavras, é preciso definir como será determinado o porcentual cobrado de IR. 

Aqui, você também terá duas opções:

  • tabela progressiva: o percentual de cobrança de IR variará de acordo com o valor a ser resgatado. Quanto maior for o valor do resgate, maior será o imposto pago. Essa opção é recomendada para quem quer fazer saques ao longo do tempo;
  • tabela regressiva: aqui, o porcentual varia de acordo com o tempo de contribuição. Quanto mais tempo você deixar seu dinheiro lá, menos pagará de imposto. Ou seja, essa opção é indicada para quem deseja fazer um saque único no fim do período do plano.

 

Tags: aposentadoria aposentados previdência complementar

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