Evitar conflitos que envolvam dinheiro é um dos desafios dos casais

Dividir contas, economizar para um projeto são decisões que podem, se não feitas com sinceridade e cautela, destruir muitas relações

O Serviço de Proteção ao Crédito detectou, em um levantamento feito em fevereiro deste ano, que as divergências relacionadas a dinheiro são a causa de 39% das brigas conjugais.

Para evitar que o dinheiro e a falta dele atrapalhem o relacionamento, listamos algumas dicas de como o casal pode se organizar para não entrar no vermelho:

1) Diálogo e franqueza

As conversas sobre finanças devem ser iniciadas o quanto antes. Conforme o casal vai ganhando mais confiança e o relacionamento evolui, o assunto passa a ser naturalmente abordado com maior frequência. Antes de decidir falar abertamente sobre o assunto, é recomendável observar como o parceiro lida com as finanças e qual é sua situação financeira.

Sinceridade em como você vê a questão financeira do outro e qual a forma que acha melhor dividir as despesas é fundamental para evitar futuras discussões e possíveis desentendimentos.

2) As decisões devem ser tomadas em conjunto

A partir do momento que o casal divide a vida e as despesas, especialistas recomendam planejar passeios, viagens e compras a dois. É importante incentivar o parceiro a participar das decisões para que ele não fique acomodado ou frustrado.

Os gastos devem ser discutidos pelo casal e ambos devem fazer ponderações para entrar em um acordo. Críticas sobre o modo de encarar as finanças também podem ser incluídas na conversa.

3) A divisão das despesas deve ser confortável para ambos

Ao contrário do que muita gente acha, não existe uma receita sobre como o casal deve dividir gastos. O mais importante, segundo especialistas, é que ambos se sintam confortáveis com a situação.

Enquanto no namoro esse assunto pode ser tratado de maneira mais flexível, durante um noivado ou a partir do momento em que o casal decide viver junto o ideal é que o orçamento seja unificado. Dessa forma, naturalmente a contribuição de cada um será proporcional ao salário.

4) Preparar-se para situações imprevistas

Ninguém está livre de situações que exijam um gasto extra. Uma doença na família ou mesmo o desemprego são questões que devem ser levadas em conta pelo casal. A melhor forma de evitar brigas, caso o parceiro fique desempregado e a situação cause descontrole sobre o orçamento, é se prevenir contra essa situação.

Uma reserva de emergência para essas situações deve ser iniciada, de preferência, antes de o casal decidir viver junto. Assim, mesmo se ambos ficarem desempregados, será possível se manter por pelo menos seis meses.

5) Planejem objetivos em comum

O casal não deve dar um passo maior do que o orçamento permite, principalmente no início da vida a dois. Ao decidir viver junto, o casal deve chegar a um acordo sobre prioridades e sonhos para planejar os investimentos necessários para atingi-los.

Essas metas podem incluir uma viagem, a aquisição de bens, os projetos profissionais e a formação de uma reserva para a aposentadoria. A conversa deve ser periódica para permitir a inclusão de novos objetivos e a revisão de planos diante de imprevistos que tenham impacto sobre o orçamento do casal.

O importante é que ambos concordem com as metas e também com os meios para atingir cada objetivo, como a forma de investir e poupar.

Tags: casal conflitos finanças orçamento planejamento financeiro

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