Está a um passo do endividamento? Confira 7 dicas para sair dessa

Se 50% das suas contas ultrapassam sua renda, é hora de ajustar a vida financeira

Se você compra parcelado, tem financiamento ou usa o cheque especial, você tem dívidas. Sim, as dívidas fazem parte do cotidiano de milhares de brasileiros, e é normal desde que haja um controle dos gastos anotado na planilha.

É importante lembrar que estar endividado pode não significar estar inadimplente. O inadimplente, a grosso modo, é quem ainda não conseguiu quitar as suas dívidas e, consequentemente, o nome está restrito, sujo.

Agora, se as suas contas ultrapassam 50% de sua renda mensal a ponto de você se ver em uma bola de neve e ter que recorrer a empréstimos de amigos e familiares, é possível que você se enquadre na situação de superendividamento. Mas tenha calma, porque tem um jeito de sair dessa situação.

Antes de mais nada, mantenha a cabeça erguida e não tenha vergonha de conversar com o credor e com a família para acertar a situação. Advogados da área afirmam que as relações que envolvem consumo são sempre passíveis de negociação e caso isso não seja aceito, é possível entrar com uma ação judicial para analisar esse contrato.

Agora, confira 7 dicas que preparamos para você evitar ou sair do superendividamento:

1. Procure o credor: ao perceber que não vai poder pagar, converse antes mesmo da inadimplência. Se houver acordo, deixe tudo por escrito.

2. Evite intermediários: negocie diretamente com os credores, o mais breve possível. Fuja de ofertas do tipo "limpe seu nome sem pagar a dívida", pois isso é fraude. Se precisar de orientação, procure o Procon, SPC, Serasa Experian ou advogados de sua confiança.

3. Faça uma análise detalhada: identifique onde estão os problemas e corte de vez o mal pela raiz. Avalie seu padrão de vida, converse com sua família e os faça entender que gastos e compras desnecessárias podem estar desequilibrando o orçamento familiar. Com apoio deles, será mais fácil passar por essa fase.

4. Estabeleça um valor limite do seu orçamento para pagar dívidas: não comprometa mais do que 30% da sua renda mensal, mesmo que o tempo de quitação seja um pouco maior.

5. Cancele seu cartão de crédito e diminua o limite do cheque especial: esses produtos são alguns dos grandes vilões do orçamento, com taxas de juros altíssimas e só irão te prejudicar neste momento.

6. Compre à vista: depois de acertar as dívidas, passe a cultivar bons hábitos, como sair de casa com o dinheiro "contado". Se precisar comprar algo mais caro, deposite numa poupança o valor das prestações que iria pagar se usasse o crédito. Assim, poderá comprar à vista.

7. Faça uma poupança: depois que tudo estiver estabilizado, habitue-se a guardar ao menos 10% da renda para formar uma poupança para emergências e para o futuro.

Lembre-se que a falta de planejamento detalhado e a compulsão por compras são alguns dos motivos que causam o superendividamento. Se você se enquadra nesse conceito, não precisa se desesperar. Com disciplina e boa orientação, é possível retomar a saúde de sua vida financeira e ver a luz no final do túnel.

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