Debêntures: você conhece esse tipo investimento?

Maior rentabilidade em médio e longo prazos

Pouco conhecido por quem não é do mercado financeiro, esse investimento possui um bom retorno, se comparado com outros de renda fixa. As debêntures são uma forma de pegar emprestado dinheiro de empresas, e podem ser adquiridas por quaisquer pessoas por meio de uma corretora. Trata-se de um investimento para quem não tem medo de assumir riscos.

As debêntures não possuem a proteção do Fundo Garantidor de créditos, por isso é sempre importante ficar atento. Por não haver esse respaldo, não há garantias de o saldo das aplicações, como CDB e LCI/LCA, de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira, permanecer intacto em caso de falência da empresa.

Estratégia vantajosa

Segundo Francisco Josué Levy, diretor do banco UBS, as debêntures são um recurso de que algumas empresas lançam mão a fim de angariar fundos para investir no negócio. É uma estratégia vantajosa tanto para o banco quanto para o investidor, como explica Sérgio Bessa, professor de finanças da FGV (Fundação Getúlio Vargas): “Em vez de pegar um empréstimo no banco com juros anuais de 30%, por exemplo, a empresa emite debêntures para os investidores e paga 15% ao ano de juros para eles”.

Quem compra debêntures fatura mais, já que o título rende mais do que as aplicações oferecidas pelas instituições financeiras. Por outro lado, a desvantagem é que as debêntures apresentam menos liquidez e oferecem mais riscos, já que uma empresa pode falir com mais facilidade do que um banco. Ainda assim, há uma margem de segurança: de acordo com Levy, mesmo as empresas que entram em falência costumam honrar suas debêntures.

Para avaliar se o investimento vale a pena, Bessa orienta calcular quanto o investidor lucraria com uma aplicação financeira comum e o retorno que teria com a debênture, além de colocar os riscos na balança. “Dificilmente, o investidor encontrará debêntures que possa resgatar antes de um ano. Em geral, o período mínimo varia de três a cinco anos, mas o prazo depende da empresa”, afirma o professor. Mas, segundo Levy, apesar de não ser fácil, há a possibilidade de vender o título para outra pessoa antes do prazo estabelecido pela empresa para o resgate.

Tipos de debêntures

Simples: conforme o título, pode ter rendimento prefixado ou pós-fixado. Possui pagamento periódico de juros, de acordo com a escritura de emissão. Não pode ser convertido em ações.

Conversíveis: oferece ao investidor a decisão de transformar o crédito a receber em ações da companhia. Nesse caso, com a conversão, a renda fixa se torna variável, e todos os detalhes (vencimento, resgate e rendimento) devem estar descritos na escritura de emissão.

Permutáveis: o investidor pode optar pela mudança de títulos por ações de outra emissora, que não seja a da dívida ativa. Para isso, é preciso observar regras e condições na escritura.

Incentivadas: financiam projetos de infraestrutura por terem isenção fiscal. São os títulos que financiam construções de portos e aeroportos, transmissão de energia, ferrovias, entre outros.

Debêntures x ações

Ao contrário das debêntures, as ações são títulos que representam uma parte da empresa. Quem compra ações de uma companhia passa a ser dono da fração que adquiriu, como um sócio. E, enquanto as debêntures rendem um valor fixo ao investidor, o rendimento das ações vai variar de acordo com os resultados gerais que a empresa obteve, ou seja, seus lucros.

 

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