Brasileiros se preocupam com perda de benefícios da aposentadoria

Entenda por que os brasileiros têm perdido o sono em função de uma possível (e provável) reforma da previdência pública

A perda de benefícios previdenciários aflige milhões de brasileiros. Essa preocupação não é para menos. Afinal, a proposta de reforma da previdência discutida ao longo dos últimos meses não é nada animadora para quem está em vias de se aposentar pelo INSS ou o fará daqui alguns anos.

Aumento do tempo de contribuição, aumento da idade mínima para se aposentar, taxação de benefícios de aposentados, entre outros pontos nada animadores para quem pensa em uma velhice tranquila.

No post de hoje, discutiremos essas e outras questões referentes à previdência pública, além de apresentarmos dados importantes em relação à aposentadoria. Confira!

Histórico recente das alterações no regime previdência pública

Para melhor compreensão do atual cenário da previdência pública no Brasil, precisamos conhecer o retrospecto recente nas regras para aposentadoria. Tendo isso em vista, fizemos um breve apanhado que concentra as principais alterações dos últimos 20 anos. Acompanhe:

Governo FHC

A aprovação de uma reforma do sistema público de previdência no Brasil parece iminente. Durante os últimos 20 anos, duas reformas um tanto “tímidas” já se concretizaram.

Em 1998, o então presidente Fernando Henrique Cardoso naufragou em quase todas as suas proposições contidas em um projeto de emenda à Constituição que previam, entre outros pontos, taxar os servidores públicos inativos e estabelecer uma idade mínima para aposentadoria pelo regime geral de previdência.

As referidas proposituras foram reprovadas pelo Congresso Nacional, levando ao rearranjo do projeto pelos legisladores, que passou a prever duas mudanças significativas, embora menos substanciais, que foram:

1 . Idade mínima de contribuição e não de serviço. Os contribuintes do INSS, para se aposentarem, passaram a contribuir por um tempo mínimo, não valendo somente o tempo de serviço. Tal qual ainda é hoje, mulheres devem contribuir por no mínimo 30 anos e homens por 35 anos.

2. Aprovação do fator previdenciário. O fator previdenciário consiste em um método de cálculo para o valor da aposentadoria que leva em consideração o valor médio dos salários do trabalhador durante sua vida funcional e não o seu último vencimento na ativa.

Governo Lula

Em 2003, já durante o governo Lula, mais uma reforma foi aprovada no Congresso. Desta vez, o texto inicial do projeto sofreu menos mudanças e se voltou para alterar o regime de previdência dos funcionários públicos.

Por meio da emenda à Constituição n° 41, o governo conseguiu o que tinha sido tentado em 1998: taxação dos rendimentos dos servidores públicos inativos e fim da aposentadoria integral do funcionalismo público.

Anos recentes

O fim do período de crescimento de nossa economia e os anos recentes de recessão reabriram as discussões quanto à necessidade de se reformar o regime de previdência pública. Nesse sentido, as estimativas que mais chamam a atenção dizem respeito ao nosso quadro demográfico.

Segundo o censo de 2010 realizado pelo IBGE, tínhamos até aquele ano 13,6 milhões (pessoas com mais de 60 anos) de idosos. Em 2050, esse número deve chegar a 40 milhões. Ao mesmo tempo, até o início da próxima década, estima-se que o regime de previdência se torne deficitário.

Em um cenário em que a tendência é de queda na proporção de jovens (potenciais contribuintes) na população, a situação das contas da previdência pública é um tanto alarmante.

Cálculos atuariais apontam para uma necessidade de um incremento urgente na arrecadação e um corte drástico nos gastos visando à sustentabilidade do sistema com o fim do bônus demográfico das últimas décadas.

Pessimismo dos brasileiros

O quadro preocupante em que se encontra nosso sistema de previdência e a proposta severa de reforma apresentada pelo governo têm deixado os brasileiros extremamente pessimistas. 

Essa preocupação tem se revelado pelo mundo todo, cujo resultado global, em se tratando de receio em relação ao futuro da aposentadoria, é de 38% enquanto que no Brasil esse número chega a 54%.

Entre outros resultados importantes, pode-se destacar também os impactos de uma iminente reforma da previdência no Brasil em que análises qualitativas dão conta disso.

É importante lembrar que as discussões acerca da reforma se fortaleceram revelando a fragilidade do sistema público. Além disso, geraram uma maior dimensão do risco de os benefícios serem reduzidos no Brasil. 

Escolha certa é a adesão à previdência privada

Visto a atual situação de nossa previdência, quem recorreu a uma previdência privada terá a tranquilidade de desfrutar de uma velhice sem maiores contratempos em termos financeiros. Uma boa recomendação é rever sua contribuição anualmente, acrescentando pequenos valores e revendo a simulação do seu benefício. Além disso, é importante destinar uma quantia para um fundo emergencial – o ideal é que você tenha alguns meses de despesas pagas nesta conta. 

Saiba que você já está à frente da maioria da população que não se planeja para a aposentadoria.

Qual sua opinião sobre o futuro da previdência pública no Brasil? Você enxerga alguma perspectiva de mudanças positivas no atual cenário? Registre sua opinião nos comentários!

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