Armadilha para idosos: não caia nessa!

Cobranças abusivas, pessoas e empresas que agem de má-fé na oferta de produtos e serviços, planos de saúde, altos preços... Saiba como fugir do endividamento!

Idosos enfrentam dia após dia inúmeras preocupações, dentre elas a financeira. São diversas ocorrências que rondam as vidas dessa parte da população. Segundo o IBGE, cerca de 30 milhões, ou 14,7% dos brasileiros veem seus direitos desrespeitados por conta da idade.

Os problemas vão desde os planos de saúde com custos altíssimos até a facilitação de crédito consignado – com o falso sentimento de renda extra –, que leva ao endividamento a maioria dos idosos. Os abusos se extrapolam quando mencionamos os planos de saúde: são poucas opções de médicos na rede credenciada, para quem paga preços elevados.

É fundamental não ceder a valores abusivos, bem como ofertas insistentes de crédito consignado, cartões de crédito e cheque especial. Para saber mais como agir diante desses problemas, confira a seguir como funcionam essas armadilhas:

Crédito Consignado

  • Comprometimento da renda por longos períodos de tempo, falta do fornecimento da documentação contratual aos consumidores, dificuldade para que o cliente faça a quitação antecipada, contratação sem análise da capacidade financeira do consumidor e de suas necessidades, não controle por parte das instituições se este já está com a margem de 30% de sua renda comprometida e contratos em que a ocorrência de fraudes é constante.
  • Celebração de contratos com base nos relacionamentos pessoais desenvolvidos ao longo do tempo nas instituições financeiras e no princípio da confiança. Nunca faça uma contratação por meio de agentes terceirizados pelos bancos para negociar os empréstimos fora da agência.
  • Contratação indevida, em que normalmente a pessoa só repara quando o dinheiro cai na conta. Neste caso, o consumidor pode alegar não ter concordado com a contratação e jamais ter assinado qualquer documento.

Planos de Saúde

  • Ainda é comum que os contratos tenham cláusulas que excluem coberturas de doenças. Outros, ainda, limitam o tempo de internação. O Poder Judiciário declara tais cláusulas ilegais.
  • Observe ajustes ilegais especialmente aqueles aplicados por mudança de faixa etária, hoje válidos somente quando há previsão contratual, quando sejam observadas as normas expedidas pelos órgãos governamentais reguladores e quando não sejam aplicados percentuais que onerem excessivamente o consumidor ou discriminem o idoso. Portanto, atente-se quanto às cláusulas do contrato com a operadora do plano.

Instituições de Longa Permanência

  • Preços altos e contratos com cláusulas abusivas são os principais problemas apontados pelos consumidores que, por falta de condições de manter um familiar idoso em casa, optam por este tipo de estabelecimento.
  • As entidades de longa permanência são obrigadas a firmar contrato com o idoso detalhando os serviços a serem prestados. Quanto às mensalidades, os preços variam conforme o estado de saúde do idoso e os serviços incluídos no contrato.
  • O Estatuto do Idoso, por sua vez, estabelece que o custo para manter o idoso em uma casa de repouso não pode exceder 70% do benefício previdenciário.

Gratuidade de transporte

  • É direito do idoso, com 65 anos ou mais, acessar gratuitamente os serviços coletivos urbanos. Para isso, explica o Idec, basta apresentar documento que comprove a idade, não sendo necessário fazer cadastro, tirar “carteirinha” do idoso ou qualquer medida do tipo. Já para extensão da gratuidade a idosos entre 60 e 65 anos é necessária lei municipal que regulamente o direito.
  • Cada ônibus deve reservar duas vagas gratuitas a maiores de 60 anos com renda menor ou igual a dois salários-mínimos no transporte interestadual coletivo. Se houver mais de dois idosos com essas características, a empresa deve dar desconto de pelo menos 50% da passagem aos idosos.

Fonte: O Globo

Tags: armadilhas Cobranças abusivas endividamento finanças

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